a pessoa que muito se ausentou
Será que ainda tenho amigos?
Já fiz parte de muitos ciclos sociais. Hoje não me sinto parte de nenhum deles, nem dos que eu ainda gostaria de estar. Observei de longe o quanto todos eles mudaram, reduziram, remodelaram… ou só se dissolveram mesmo. Como poderia eu ainda me encaixar? Se eu mesma também remodelei…
Mesmo assim ainda penso se talvez eu não tenha sempre sido um ponto fora da curva… A esquisitinha do grupo, a adotada por pena, a aceita porque “já tava ali”. Uma hora cansa, né? Agora, no multiverso imaginário, eu sou diversas coisas:
Uma saudade. Essa é uma esperança. A esperança que alguém esteja num rolê e lembre de como era legal quando eu estava ali, vivendo as coisas junto. Que mesmo com saudade essas pessoas não me contatam porque eu mesma me isolei e eles acreditam que eu não queira mais estar com elas.
Uma vaga lembrança. Talvez eles até lembrem de mim, mas não sintam minha falta o suficiente pra se importar se eu quero ou não estar próxima.
Uma piada. Aquela pessoa que sempre que lembram dá vontade de sorrir. Mas nunca sorrir com ela, apenas rir dela. Dos modos dela, da forma de falar, do jeito que se veste… apenas uma piada.
Uma chata qualquer. Que foi excluída de propósito porque ninguém aguentava a sua presença.
Um ser odioso. A pessoa de quem ninguém quer ser amigo, de quem todo mundo — absolutamente todo mundo — fala mal.
Ninguém. Nem relevante o suficiente para ser querida, ou odiada, só esquecível mesmo.
Me tortura a ideia de talvez eu nem existir mais na memória de pessoas que minha mente se recusa a esquecer. Seria eu a pessoa que muito se ausentou e uma hora parou de fazer falta?




e eu que depois que me mudei não fiz parte de um ciclo, digamos assim, "meu"
sem ser trabalho ou amigos de juliana...
fui fazer agora com o grupo de desenho e isso quando eu vou né kkkkk o resto é tudo virtual